Às vezes me perco pensando
nos rumos que minha vida poderia ter tomado.
Ponho-me a imaginar o que teria acontecido
se eu tivesse escolhido os outros caminhos da encruzilhada.
Outras árvores, outras pedras, outras pontes,
outros acontecimentos, outras dificuldades
(ou seriam as mesmas?), outras realizações,
outros sonhos, outras vozes, outras realidades,
outras pessoas, outros encontros, e, no fim, a única constante sou eu.
Eu presa a mim sem ter a quem me entregar
quando me canso de ser eu.
Que mais eu faria?
Que questões eu me faria independentemente de mudanças?
Eu chegaria às mesmas conclusões mais cedo ou mais tarde?
Qual a diferença de ser mais cedo ou mais tarde?
Nenhum comentário:
Postar um comentário