sábado, 6 de janeiro de 2007

Círculos


Nuvens desmanchando-se no céu...
nuvens espalhando-se, desprendendo-se.
Nuvens seguindo seu ritmo,
acompanhando o ritmo do vento.
Pequenos pássaros voando sobre a copa das árvores imensas
com belos troncos retorcidos.
Folhas que às vezes parecem enfeites,
parecem que estão sempre caindo,
caindo, caindo, caindo...
A natureza pode absorver tudo.
Tudo dentro dela funciona segundo seu ritmo próprio.
Tudo é utilizado, absorvido, reintegrado.
Tudo tem um espaço determinado, tem uma função,
nada se perde.
Um ritmo delicado que pode levar meses, anos,
décadas, para se concluir alguma coisa.
A natureza tem seus ritmos próprios.
Somos uma pequena parte disso tudo.
Uma parte ínfima.
A natureza nos mostra um mundo harmonioso,
belo, puro, compreensível.
Quando algo morre volta a fazer parte da Terra.
Volta para as origens e vai se transformando,
se decompondo.
O corpo volta para a Terra e estando em contato
com matéria viva o corpo morto recebe oxigênio,
transforma-se.
Mudando de um estado para o outro,
o corpo é absorvido pela Terra,
volta a ser terra, ar, fogo, água, alimento.
E nessa transformação o que antes era corpo pode virar
flor, nuvem, bicho, fruta.
É a maneira do corpo voltar a pulsar de forma diferente.

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